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28/04/2024

PESSACH 2024 / 5784

Na noite de 27 abril de 2024 ou 19 de Nisan de 5784 conforme o calendário hebreu foi realizado na “Sinagoga Abrahão Melnick” um jantar especial denominado Seder de Pessach junto à Comunidade Israelita de Passo Fundo.

Momento em que se comemorou a Chág ha Pessach - conhecida como a “Festa da Páscoa Judaica" ou “Festa da Libertação” e que tem como fundamento na tradição judaica celebrar a fuga do povo judeu que vivia como escravo no Egito.

Sendo um dos momentos mais celebrados nos lares judaicos, onde famílias se reúnem por várias gerações e que os avós contam, os filhos ouvem, os netos perguntam e se passa adiante esta tradição milenar. Noite em que se enaltece a liberdade que o povo de Israel ganhou no Êxodo do Egito, trazendo uma energia a cada participante ansiando para que sua alma alcance a liberdade espiritual ao cumprir sua missão no mundo terreno.

Durante esse período ou judeus são proibidos de consumir alimentos fermentados e há a obrigação de comer o Matzá (tipo de pão assado sem fermento, podendo também ser chamado de pão ázimo), feito de farinha e água. Comer Matzá na noite do Seder é considerado uma Mitzvá positiva, ou seja, um mandamento.

Presidente e Líder Espiritual desta Comunidade, Sr. Berel Natan Engelman, feliz em poder receber parte de sua Comunidade, dando as boas-vindas aos presentes, procedeu com a Leitura da Hagadá de Pessach, esta que é uma narrativa da trajetória de uma nação na saída do Egito até chegar à mesa do Seder.

Diante de uma linda Keará, espécie de prato com os sete símbolos, sendo: Betsá, Zeroá, Maror, Karpás, Charósset, Chazeret, Matzá.

Mais uma vez se pode ver a união e força desta pequena, porém valorosa Comunidade que juntos buscam preservar esta tradição de mais de 3.500 anos e que cada geração em seu tempo tem a oportunidade de refletir sobre esta importante e magnifica história da Festa de Pessach, que na tradução hebraica significa “passar” ou “pular”, ou seja da escravidão para a liberdade.

Pessach é mais que um jantar festivo com suas simbologias, é o símbolo da luta pela liberdade, dos oprimidos que sofreram com a fome e a miséria junto aos seus opressores e é por isso que a Hagadá de Pessach inicia com as seguintes palavras: “Este é o pão da aflição que nossos ancestrais comeram no Egito. Deixe que todos os famintos venham e comam.”

A alegria das crianças em poder cantar Má Nishtaná Má nishtaná haláyla hazê micol halelot? Por que esta noite é diferente de todas as outras noites?

1) Shebechol halelot ên ánu matbilín afilu páam echat? Haláyla hazê shetê peamím.

2) Shebechol halelot ánu ochlín, chamêts o matsá? Haláyla hazê culô matsá.

3) Shebechol halelot ánu ochlín, shear yeracot? Halayla hazê maror.

4) Shebechól halelót ánu ochlín, ben yoshevín ubên messubín? Haláyla hazê culánu messubin.

Todos os judeus neste momento devem lembrar que ainda e infelizmente há muitos seres humanos subjugados pela tirania, com a opressão, com a fome e a miséria. Portanto, somos muito gratos a D’us pela nossa tão sonhada liberdade, mas descendemos desse povo milenar que busca não somente a liberdade da opressão, mas da liberdade de culto, da liberdade de poder ir e vir sem sermos molestados pelo fato de pertencermos a uma religião milenar e a primeira monoteísta, aquela que acreditou em um único D’us e não em deuses através do nosso Patriarca Avraham que viveu cerca de 4.000 anos atrás. Que a cada ano possamos celebrar esta data com mais alegria e consciência de que todos os povos merecem e precisam viver unidos como irmãos, respeitando-os mutuamente e valorizando seus princípios filosóficos e suas tradições.

Ao recordar as Dez Pragas do Egito: Dam (sangue), tsefardêa (sapos), kinim (piolhos), arov (animais selvagens), dever (peste), sh'chin (sarna), barad (granizo), arbê (gafanhotos), choshech (trevas), macat bechorot (morte dos primogênitos), é importante lembrar de quão profundamente estávamos cativos pela má energia do Egito. Tudo isso teve que ser eliminado por essas pragas antes que pudéssemos ser arrancados de lá. O que mostra ainda mais o quanto temos de ser gratos. Quão imensa é a nossa gratidão a D'us, o Onipresente, que dobrou Sua bondade para conosco, nos tirou do Egito, e fez justiça com eles.

Neste momento de contemplação à Vida, todos muito sensíveis pelo fatídico sete de outubro de 2023 devido ao ato terrorista ocorrido em Israel com muitas mortes e pelo fato de ainda existirem sequestrados, todos emanaram energias positivas com desejo que esses retornem aos seus lares são e salvos e então com muita emoção ocorreu uma reza especial.

Sendo Pessach, a festa mais importante do calendário judaico, tem também a essência em fazer com que a cada geração, cada judeu/judia devem se ver como se pessoalmente tivessem saído do Egito.

Pois está escrito:

"Diga aos seus filhos neste dia: "D'us criou Esses milagres me tiraram do Egito..."

Salientamos que esta noite foi abrilhantada ao som de um teclado pela musicista Marcia Valesca Poleto Oltramari e pelo Dr. Weslei Alfredo Gawlinski de Arruda e que aqui fica os nossos sinceros agradecimentos.

Ao final, desejamos uns aos outros:

"Leshna Haba'a B'Yerushalaim" - "No Ano Que Vem Em Jerusalém".

Chag Pessach Sameach!
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